CAtarse

catarse-2

Meu Deus, estou em processo de catarse – pensei sozinha em determinado fim de tarde. Nem bem sei o que catarse quer dizer – emendei no meu próprio pensamento tentando organizar melhor as minhas ideias, e indo consultar um dicionário virtual para poder seguir meu devaneio.

Catarse – O termo provém do grego “kátharsis” e é utilizado para designar o estado de libertação psíquica que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como medo, opressão ou outra perturbação psíquica. – (humm) – Através de terapias clínicas como a hipnose ou a regressão, é possível resgatar as memórias que provocaram o trauma, levando o indivíduo a atingir diferentes emoções que podem conduzir à cura.

Ok, seguindo com o raciocínio, não estou em processo de curar nada no momento,  quiça esteja realmente buscando uma libertação psíquica, mas não saberia elucidar libertação de quê? Das minhas próprias ideias? Do meu jeito costumeiro de pensar?  Dos meus hábitos adquiridos?

O raciocínio despontou por uma mescla intensa de leituras que me cercaram essa semana. Primeiro, a Lista de Brett (um livro um tanto quanto água com açúcar) em que a personagem principal é obrigada a realizar uma lista de sonhos antes de receber sua herança. Essa lista, não só faz ela sair dos seus habituais gostos e rotinas, como repensar tudo aquilo que fez ela adquirir essas predileções em um primeiro momento. E me fez, por tabela, repensar meus próprios “sonhos” ou pelo menos essas escolhas de vida que vamos fazendo assim, indo, sem entender bem se queremos, buscamos, ou se fomos sendo levados com a maré.

Segundo – o livro O Poder do Hábito, que recém comecei a ler, mas tenho certeza de que recomendarei porque entra no lado cientifico da coisa, de como podemos substituir hábitos ruins por bons, de como todos os indivíduos tem a capacidade de mudança ou recuperação e são capazes de se livrar de comportamentos nocivos ou que nos impedem de ter uma vida mais próspera.

E o terceiro ponto – uma experiência de um primo distante que eu venho acompanhando via Facebook – não sei porque ele iniciou isso, não sei quantos passos  ainda faltam ou o objetivo da sua missão, mas ele vem se auto desafiando e cumprindo pequenas metas no dia a dia que o fazem sair da sua zona de conforto, coisas simples como abraçar um estranho, ir a um culto religioso ou ficar desconectado por 24h.

Juntando isso, iniciei minhas divagações, considerando que as três histórias tinham vários pontos em comum, como enfrentar medos, arriscar, se colocar a frente de novos desafios, e claro que me questionei quando foi a ultima vez que me desafiei a fazer algo novo? Quando foi a ultima vez que tive que realizar algo que me desse medo? Quando saí da minha rotina, sem garantias, sem que alguém me dissesse que tudo bem, que ia dar certo, sem que alguém me contasse sua experiência prévia para me encorajar a fazê-lo também, sem dicas, sem pistas. Algumas ações tão pequenas podem nos parecer imensamente desconfortáveis, mas nos trazem benefícios importantes na vida.

Já ouvi muitas vezes de amigos que eu sou uma pessoa de coragem, por várias coisas que eu já realizei, mas não consegui lembrar de nada novo, nada atual, e fiquei pensando se minha coragem vem em ciclos, como se eu estivesse estacionada agora em uma zona de conforto e precisasse de algo maior que me empurrasse para sair da inércia e só com isso quebrar a corrente e começar algo novo outra vez.  E pensei nas pequenas experiências que meu primo tem se obrigado a fazer quase que diariamente, e em como ele deve estar se sentindo enriquecido a cada dia, renovado, redescoberto. Porque enfrentar um medo é tipo isso, primeiro você acha que vai morrer ou paralisar, é aterrorizante, é desgastante, é vergonhoso. Depois você faz, e vê que seus adjetivos foram exagerados, e ninguém morre se abraçar um estranho, por falar em público ou se levar um fora.  E me culpei  nesse momento, de certa forma pela preguiça, pela procrastinação, e talvez por essa ideia boba de achar que temos que começar por algo grande, um grande sonho, uma grande motivação.

Chego a conclusão que não, não espere algo grande, comece por algo pequeninho, mas desconfortável. Considere isso uma preparação, considere que a cada ação que você achou que ia desmoronar, mas sobreviveu, te deixa mais preparado e cada vez mais aberto para enfrentar os grandes desafios. Pense em algo que você pode começar a fazer hoje. Talvez aquele item que pareça mais bobo na sua lista e menos prioritário. Convide um colega que você nunca falou pra almoçar, reserve um tempo pra telefonar para aquele amigo que você não fala, e nada de mandar whats app, ouvir a voz mesmo. Tome um banho de mar em um dia frio, quem sabe um banho de chuva, vá assistir um show de uma banda desconhecida, vá no cinema sozinho, faça uma aula experimental de boxe ou de culinária. E se você ainda tiver dúvidas do que pode fazer para desafiar a si mesmo, peça pra alguém lançar um desafio para você, quem sabe isso não o instigue ainda mais. Não tem sucesso, nem fracasso, o que importa é somente a sua vivência, a sensação que despertar em você, entrar em contato com a sua vulnerabilidade e perceber que o poder que algo tem de te assustar ou paralisar você, existe previamente na sua cabeça, mas pode ser facilmente superado,  apenas não espere algo grande e comece a tentar.

Vivendo e aprendendo

2016 foi um ano importante pra mim no quesito autoconhecimento, pela primeira vez eu decidi  investir em coisas que só faziam sentido para mim mesma, eram parte de uma busca que eu já havia iniciado, mas neste ano eu fui adiante decidida a explanar novos formatos e investir tempo e dinheiro com coisas que ninguém poderia garantir o benefício que me trariam. De mapa astral a livros, viagens a cursos imersivos, eu tive revelações que já eram sabidas no meu inconsciente e outras tantas que foram bem mais duras de encarar.

Em um desses momentos, eu ouvi duas coisas que me marcaram bastante, que eu não tinha culpa se me exigiram “ser grande” antes da hora, e que eu precisava aprender a receber amor. Quando você ouve algo assim, e olha pra trás tentando entender o que aconteceu, a primeira coisa que faz é buscar culpados, mas você não pode punir a si mesmo e nem aos outros. Ninguém da sua família ou do seu convívio faz algo pensando que isso pode se transformar em um problema em você. Veja bem, quando digo em você e não para você, é porque tudo que passamos vai nos moldando, principalmente quando somos jovens, pois é quando construímos a base da nossa relação com os outros e com o mundo. Muitas vezes  é necessário olhar para os pontos que precisam de reparo e atenção, só que você pode precisar que alguém de fora aponte onde você deve olhar mais atentamente.

Algumas experiências nos deixam mais fechados, outras mais receosos, com medo da entrega, com medo do abandono, ou por incrível que pareça com medo de amar demais, de ser muito feliz. O tempo todo tem alguém sabotando a própria felicidade por não se achar merecedor. O tempo inteiro tem alguém negando amor, porque acha que não recebeu o suficiente. O tempo inteiro tem alguém sendo bruto, rude, porque foi só isso que recebeu e não aprendeu a ser de outra forma. E o tempo inteiro tem alguém quebrando os próprios padrões, indo contra o que parecia mais fácil, agindo diferente do que lhe ensinaram, para ser alguém melhor, para dar um melhor exemplo, para se redescobrir.

Também aprendi nesse ano que ouvir o outro é um exercício de entrega, ouvir verdadeiramente, principalmente quando o outro está disposto a contar algo íntimo para você, a dividir os seus próprios medos e anseios. Possivelmente ele se sentirá mais forte e preparado somente pelo seu ato de escutar, assim como você se fortalece ao ver que sempre tem alguém enfrentando uma situação diferente da sua, às vezes muito mais dolorosa,  ou apenas em um âmbito da vida que nunca foi um problema para você, e isso também lhe ajuda a exercitar a compaixão e a gratidão.

Termino o ano sabendo que o exercício é constante, que você aprende algo que parece muito valioso, mas nem por isso vai conseguir colocar em prática na sua vida de imediato, você precisa ser paciente com você e o que você aprendeu não vai lhe impedir de cometer novos deslizes. Nesse caminho, a leveza de se assumir imperfeito é talvez a parte mais importante, estar sempre disposto a errar e a tentar de novo. Descobri um estudo muito interessante, que mostra que, lidar bem com a vulnerabilidade é uma das características comuns às pessoas de sucesso (leia-se sucesso como pessoas plenas, realizadas, felizes),  e aí você pensa consigo mesmo, mas é que me falta coragem para enfrentar algumas situações, mas aqui vem a cereja do bolo, a palavra coragem surgiu do latim “cor”, que significa “coração”, e a definição original da palavra era algo como “contar a história de quem você é com o coração”, sabe o que isso quer dizer? Que quando você é verdadeiramente você, as pessoas te aceitam, as pessoas de perdoam, as pessoas te amam, e você passa a não temer sua própria vulnerabilidade, afinal, todos somos vulneráveis, não é mesmo?

Então, em 2017 conte todas as suas histórias com o seu coração!

vida

 

 

Reflexões para um ano novo

fim-ano2013max

Esse ano me marcou por questões pessoais de relacionamentos, não apenas meus, não apenas entre amigos, mas entre pessoas. Quando convivemos demais com uma pessoa, perdemos um pouco dos nossos filtros, dos limites que mantém as conversas entre conhecidos mais polidas, e as verdades menos diretas, e por vezes confundimos a liberdade e transformamos em grosseria.
A intimidade torna confissões profundas fáceis, mas pode tornar simples discussões, difíceis.
O orgulho atrapalha, mas muito além do que o orgulho estão as resoluções de vida; há aquelas pessoas que parecem insistir em tornar os fardos mais pesados, as brigas mais densas e as resoluções mais complicadas. Ninguém se importa menos por querer resolver as coisas de maneira mais simplista. No final das contas, me parece que nem sempre são as razões ou os motivos que importam, mas as situações. E quando o momento for propício para que tudo se resolva, assim será. O momento em que alguém resolve abrir a guarda, em que se sente sozinho talvez, ou quando passa por algo tão maior na vida que consegue enxergar de um novo angulo suas antigas certezas. É nesse momento que os motivos passam a não importar mais, e o que passa a valer mesmo é quem se importa de verdade com a gente.
E isso não torna os relacionamentos menos íntimos mais fáceis, pelo contrário, hoje a intimidade é algo que demora a se alcançar, há uma dificuldade grande em se deixar conhecer, em se permitir abrir um pouco mais. No “on line” tudo é simples, a gente escolhe o que quer compatilhar e molda como quer parecer; bloqueia quem não quer tão presente nas nossas vidas enquanto se esforça para chamar atenção de outros. E nesse contexto, quantas conversas de bar não foram interrompidas por olhares nos telefones? Quantos convites virtuais não ficaram restritos ao computador? Quantos amigos reencontrados nas redes que não chegaram a experimentar um reencontro ao vivo? E quantos inícios de relação conseguiram sair do virtual pro real, sem se perder?
Pois os meus votos é que as pessoas consigam ser mais reais e menos virtuais. Mais abertas aos encontros casuais e as surpresas do acaso. Que façam mais programas de improviso e não só aqueles confirmados na agenda. Que mudem mais os planos e troquem mais de ideia. Que as conversas de chat virem interesses reais, e que as redes sociais, sejam: sociais.
Que a gente se preocupe com um pouco mais de conteúdo interno e não apenas referências compartilhadas, links abstraídos de algum outro lugar. Que cada um possa construir suas próprias referências, o seu contexto, e saiba o que de si mesmo é valido compartilhar. Que a gente se preocupe com um pouco mais de gentileza no convívio e aguce nossa percepção para o que acontece à nossa volta. Afinal, bonito mesmo é o que cativa, o que é espontâneo, o que não quer parecer algo que não é.

ps. esse texto é de 2013, fiquei pensando o que aconteceu no ano que me motivou a escrever, mas achei que ainda está muito atual.

Não dificulte ainda mais a sua vida

limites

Não sei se você acredita ou não em astrologia, mas eu tenho duas características fortes no meu signo que são: Perseverança e Teimosia. Perseverança, você sabe, tende a ser algo bem positivo, é um sinal de que não desisto fácil das coisas, que sou dedicada com os meus compromissos,  que costumo finalizar as coisas das quais me proponho a fazer para alcançar meus objetivos. Só que, teimosia em contraponto à minha perseverança, traz o lado negativo e pode significar investir muito tempo em coisas que não me levam a lugar nenhum, insistir em decisões erradas, ou não perceber quando o melhor que eu tenho a fazer é parar um pouco e deixar a maré me levar.

Quando estamos muito envolvidos em uma situação, fica difícil analisar e descobrir o ponto em que deixamos de ser perseverantes e passamos a ser teimosos. Como perceber esse limite? Como saber o momento de recuar? Eu decidi adotar um termômetro que parece bem simples, o que não quer dizer que seja fácil de praticar. Mas, pense que: nada deve ser tão difícil na sua vida. Simples assim. Quando estamos tornando as coisas muito mais difíceis do que elas podiam ser, esse é o ponto do recuo, da observação. Não estou dizendo que você não vai passar por situações difíceis na vida, óbvio que vai, como todo mundo, mas em geral essas situações são externas a você, são problemas que você por suas próprias ações não poderia evitar. Mas quando você mesmo está provocando ou insistindo em uma situação que está lhe fazendo mal, tem algo errado com certeza.

Imagine que você está em um relacionamento longo e a pessoa diz que quer terminar, e você a partir dali insiste, implora, tenta de todas as formas fazer com que essa pessoa fique com você; você sabe que já não receberá o mesmo amor, sabe que talvez não seja tratada da forma como gostaria, você vai tentar se moldar para que a pessoa de alguma forma queira ficar mais com você. Em qual das situações você acha que se prejudica mais? Aceitando um fim de relacionamento, sofrendo o justo e necessário e depois partindo para outra ou ficando e aceitando menos amor do que você merece, menos comprometimento do que gostaria, e convivendo sempre com a insegurança de que nada do que você faça talvez seja o suficiente?

Você quer muito fazer uma viagem de final de semana, mas sua carona que era certa desistiu. Você foi olhar as passagens de ônibus, e uma pena, mas não tinha mais no horário que você podia. Você pediu para sair um pouco mais cedo na sexta-feira para tentar outro horário, mas seu cliente marcou uma reunião justo agora. Aí você apela para aquela amiga, que nem é tão amiga assim, mas que era sua última saída para seu final de semana na praia, mas ela disse que está com o IPVA vencido e não pode pegar a estrada. Para tudo! Se não é o universo mandando um sinal para você ficar no seu cantinho eu não sei o que é. Insistir demais quando algo está dando errado é desgastante, e você esquece de olhar o outro lado. Talvez chova, talvez haja um acidente que congestione toda a estrada, talvez você fique na sua cidade e conheça um lugar legal, ou alguém legal, não sei, mas sempre tem um outro lado.

Independente do tipo de situação em que você se encontre, quando tudo começar a dar errado, pare e respire fundo. Não estou dizendo que devemos desistir do que queremos ao menor sinal de dificuldade,  aliás nem minha persistência nem minha teimosia deixariam, mas precisamos ter aqueles minutos de afastamento,  aquela hora de mudar a ótica, e de se perguntar, o que será que estou deixando passar? O que será que pode me aguardar ali do outro lado? Quais minhas outras opções? Se eu não conseguir essa promoção? Se eu não fizer essa viagem? Se eu não for no evento que eu gostaria? Nada como confiar no caminho, confiar até no que dá errado, e que depois, quem sabe, se revele como o que era certo afinal.

Assinado: uma taurina que espera ser mais persistente que teimosa

Sobre estar acompanhado e boas companhias

setimo-mandamento-tenha-bons-amigos-htmlNão é de hoje que se sabe que muitas pessoas não sabem ficar sozinhas, e para que tal solidão nunca as pegue de jeito, essas pessoas facilmente prolongam relacionamentos falidos, insistem em “dates” com perfis abaixo das suas expectativas ou se deixam envolver sem muitos filtros, mas dizendo sim a toda oportunidade que tiverem de estarem acompanhadas.

Já disse muitas vezes que eu gostaria de ser uma dessas pessoas que se apaixona fácil, acho lindo quem passa boa parte da vida “in love”, mesmo que esse estado de paixão dure uma semana, ou termine por algo bobo como ele usa samba canção, ou ela escuta sertanejo. Não sendo assim, vejo muito valor nos suspiros novos e em quem se emociona logo de cara por conhecer alguém interessante. Embora eu sempre tenha precisado de um pouco mais de tempo e um pouco mais de convívio para que as borboletinhas viessem me fazer uma visita singela que fosse, sei valorizar, e muito, o valor de uma boa companhia. E, consigo entender e até admirar esses que amam demais, mas o que eu nunca vou entender são os que se amam de menos. Aquelas pessoas que querem apenas estar acompanhadas, sem mais. Um cinema, um jantar, um bar, contanto que seja “lugar para dois, por favor”.

Eu nunca vou entender quem troca a companhia dos bons amigos pela possibilidade de um encontro fraco porque acha que pode indicar o início de algo pseudo sério com alguém não tão legal assim. Ah, sejamos honestas amiga, você já sabia, você sempre soube. Se o cara no primeiro encontro já fez uma piadinha machista, já se mostrou escroto com o garçom, já implicou com algum de seus amigos ou algum dos seus gostos…Esqueça, ele não é pra você. E me desculpem os superficiais, mas eu gasto um tempo considerável da minha vida pra me tornar uma pessoa melhor, com conteúdo, opinião, sentimento,  não vou perder meu tempo com alguém que senta numa mesa e não tem o que me dizer sobre si mesmo. Ou essa pessoa se acha muito desinteressante, ou de fato ela é. Ou pior, alguém que senta ao meu lado e faz com que imediatamente eu desapareça porque só sabe falar de si próprio, do eu fiz, eu fui, eu sou, eu vou. Ainda não estou alugando os meus ouvidos, e se estivesse, ia sair mais caro do que esses chopes que me ofereceram. Quem não sabe se conectar com o outro não está buscando companhia, está buscando platéia. Alguém para despejar suas frustrações ou pra se gabar dos seus feitos, e o fato é, o ato de falar em si, torna-se mais importante do que a interação com quem ouve, e sendo assim na mesa do bar, não queira levar uma pessoa dessas para dividir a cama com você.

Boas companhias soltam risos, soltam amarras, te soltam. Te despertam uma vontade de descobrir o outro, sem pressa. Porque bom mesmo é perder a noção do tempo, é perceber que o garçom veio bater no seu ombro porque você não viu que era hora de partir. É voltar para casa querendo mandar um “boa noite” porque você sente falta daquele papo que acabou de terminar e quer prolongar mais um pouquinho. É relembrar partes da sua conversa em outros grupos, e se apossar da opinião alheia de tanto que ela cativou você. Entre trivialidades e profundidades a boa companhia flui, te seduz, e pelo menos no tempo compartilhado deixa a vida um pouco mais leve e alegre. Se não houverem próximas vezes, troca de mensagens,  nem caso de amor, relaxe, nunca uma boa companhia terá sido perda de tempo.

p.s. Peço desculpas àqueles que, por falta de afinidade, por circunstâncias de humor ou casos extraordinários eu não tenha sido uma boa companhia; sigo tentando melhorar 😉